Batalha de Los Angeles: Exercícios Militares Conjuntos em LA Preparam Soldados para Guerra Urbana

27/01/2012

Por Mac Eslavo

SHTFplan.com

24 de janeiro de 2012

A maioria dos americanos consideraria não haver nada demais na seguinte informação.

Mas para aqueles que compreendem, dado o que tem acontecido ao longo dos últimos anos, isso aumenta os sinais de alerta:

LOS ANGELES (CNS) –  Exercícios militares conjuntos serão realizados à noite no centro de Los Angeles até quinta-feira, de acordo com o Departamento de Polícia de Los Angeles (LPDA).

O LPDA estará dando apoio aos exercícios, que também serão realizados em outras partes da área maior de Los Angeles, informou a polícia.

Locais de treinamento “ foram cuidadosamente selecionados para garantir que o evento não tenha impacto negativo sobre os cidadãos de Los Angeles e sua rotina diária ”, disse um oficial do departamento.

O treinamento, que um oficial do  departamento disse envolver helicópteros, tem sido coordenado com as autoridades locais e os proprietários dos locais de treinamento, disse a polícia.

A polícia disse ter tomado precauções de segurança para evitar riscos ao grande público e ao pessoal militar envolvido.

Os exercícios são fechados ao público, informou a polícia.

Os exercícios destinam-se a garantir a capacidade dos militares de operar em ambientes urbanos, preparar as forças para as próximas incursões no exterior, e atender aos requisitos de certificação de treinamento obrigatórios, disse a polícia.

Fonte: KFI AM 640

Rob Richardson do Off Grid Survival compartilha nossos sentimentos. Algo simplesmente não vai bem:

Talvez seja apenas o sobrevivente¹ que há em mim, mas quando ouvi que o Exército Americano estará realizando um treinamento pesado nas ruas de Los Angeles devo dizer que isso me fez sentir um pouco desconfortável. E como não poderia?

Com a passagem do National Defense Authorization Act , que concede ao presidente o poder de prender e deter cidadãos americanos, isso nos faz imaginar por que os militares estão realizando treinos na América Urbana. Embora possa ser, como o LAPD insiste, apenas um exercício de treinamento o sincronismo certamente faz você se perguntar o que está acontecendo.

Nesta quinta-feira os militares estarão realizando um exercício conjunto nas ruas do centro de Los Angeles. O exercício conjunto terá o Departamento de Polícia de Los Angeles fornecendo apoio situacional e acontecerá em vários locais de simulação de treinamento  em toda Los Angeles.

Em um comunicado do LAPD, o departamento insiste que os exercícios são projetados para ajudar na atuação em ambientes urbanos estrangeiros.

Via: Off Grid Survival

Poderíamos contabilizar como mais um treinamento militar de rotina, mas considerando os avisos vindos de insiders financeiros , o presidente do nosso banco central , e líderes mundiais , nós achamos que estes soldados estão sendo treinados especificamente para lidar com situações delineadas recentemente pelo Pentágono, incluindo distúrbios civis e colapso econômico em grande escala aqui mesmo na boa e velha América:

Segundo o presidente Obama, a missão no Iraque foi concluída e no Afeganistão está prestes a chegar ao fim. Isso levanta uma questão: Para quais ambientes urbanos e situações estes soldados estão treinando?

Hat tip Off Grid Survival

¹- No original prepper, uma pessoa que se prepara para enfrentar situações adversas.


Hackers Alemães Planejam Satélites Caseiros¹ Para Nova Internet Sem Censura

14/01/2012

World of Technology

Segunda 9 de Janeiro de 2012

Há mais do que um jeito de resistir ao Sistema. Existe a desobediência civil, a propaganda subversiva, a arte política, a revolta totalmente violenta – cada um possuindo seu próprio nível de dificuldade e consequência. Em uma reviravolta decididamente do século 21, equipe de hackers alemães empenhados em combater os poderes existentes escolheram meios bastante ambiciosos de retomar o poder: construir um programa espacial de propriedade e operado por hackers, com uma constelação de satélites de comunicações completa transmitindo a Internet sem censura para os usuários na terra.

A Rede Global Hackerspace nasceu em função de um convite à ação no Chaos Communication Congress, em Berlim, onde hackers de todas espécies reúnem-se para debater os assuntos atuais conforme eles estão relacionados àssuasprofissões. O ativista hacker Nick Farr – motivado pela legislação, como a Stop On Line Piracy Act (SOPA)²nos EUA – apelou a comunidade para contribuir em um projeto que removeria o poder da censura de governos e corporações, criando uma internet sem censura na fronteira livre do espaço.

Claro que, construir tanto um programa espacial capaz de colocar satélites em órbita e uma rede terrestre de estações de rastreamento é mais fácil de dizer do que fazer. Então de novo, é mais fácil agora do que jamais foi. O espaço – e mesmo a órbita baixa da Terra – há muito tem sido domínio dos organismos estatais com seus recursos e das organizações de grande porte capazes de imensos empreendimentos.

Mas fogueteiros³ amadores já estão contornando a alta atmosfera com foguetes caseiros, e a idéia de que os amadores em breve serão capazes de atingir a órbita baixa da Terra não está de modo algum fora do campo da possibilidade. E mesmo pegando carona em lançamentos espaciais existentes, como missões de reabastecimento da ISS⁴ e lançamentos de satélites, está ficando menos dispendioso, especialmente para cargas menores.

Além disso, se há alguém adequado para a tarefa de construir – a partir do zero – um sistema de software e hardware para rastreamento de satélites e estabelecer uma infraestrutura de rede, provavelmente é uma equipe de hackers altamente especializados. É onde a Rede Global Hackerspace está começando. O grupo tem como objetivo fornecer estações terrestres sem fins lucrativos em uma base por 100 euros (cerca de U$ 130), e planeja ter três delas implantados este ano para testes. E já começou a tentar construir a infraestrutura de software necessária para rastrear os satélites e comunicar-se com eles.

O truque será na própria colocação dos satélites. Colocados na órbita baixa da Terra por um lançamento amador, os satélites movem-se rápido demais para qualquer utilização efetiva na transmissão de dados da Internet para a terra. Colocados mais acima, na órbita geoestacionária (mais de 22.000 milhas acima), o atraso do sinal fica grande o bastante para restringir que tipo de aplicações Internet podem ser executadas. E ainda existe uma delicada questão legal em jogo aqui, como aponta a BBC. A natureza desregulamentada do espaço significa que o grupo Hackerspace pode fazer o que quiser. Mas uma nação como a China deve decidir que não quer a transmissão de uma Internet sem censura vinda do espaço para seus territórios, e realmente não há nada impedindo-a de explodir os satélites no céu também.

Ainda assim, o própria conceito é inegavelmente impressionante: um programa espacial caseiro improvisado por uma livre associação de hackers construindo toda uma geração espacial em código aberto de eletrônicos avançados e infraestrutura de comunicações por satélite que proveria um livre fluxo da informação para todos. Dado os recentes acontecimentos como o SOPA, revoltas no mundo árabe, e as ações de regimes opressivos, como o de Belarus, é evidente que a Internet livre e justa é tanto uma ferramenta para o fortalecimento individual quanto uma estrutura cujo futuro é incerto. Naturalmente, qualquer esforço para assegurar um livre fluxo de informação para todos e construir um programa espacial caseiro em um futuro próximo, vai obter de nós um entusiasmado sinal de aprovação.

¹ No original: DIY, um acrônimo para faça-você-mesmo.

² Projeto de lei antipirataria dos EUA que permite desativar qualquer site que exiba ou distribua conteúdo protegido sem permissão.

³ No original: rocketeers, pessoa que produz e/ou lança foguetes

Estação Espacial Internacional, projeto conjunto das agência espaciais de vários países.


A Implantação do Estado Policial no Rio de Janeiro XII

03/01/2012

Quais as verdadeiras razões da Ocupação das Favelas ?

Parte 11 – Fase 1 Completa: Zona de Segurança

Rorschachbr
PlanetaPrisão
Terça-Feira, 3 de Janeiro de 2012

Zona Sul 100% Ocupada

Com a ocupação policial da Rocinha encerra-se a primeira fase do cronograma. Foi criada uma Zona de Segurança em uma parte da cidade do Rio de Janeiro. Embora exista resistência em algumas favelas, inclusive ocorrendo confronto entre policiais e bandidos, é verdade que o governo recuperou o domínio territorial dos morros localizados na Zona Sul, Central e uma parte da Zona Norte. Qualquer forma de atitude contra o sistema pode ser facilmente reprimida. Um grande contingente militar para inibir ações criminosas ousadas ou até mesmo simples protestos de cidadãos indignados somados aos sistemas de câmeras de vigilância públicas e particulares, em contínua expansão, configuram um enorme poder nas mãos das autoridades, que podem fiscalizar e controlar os mínimos detalhes da vida do cidadão nas áreas ocupadas. Durante a implementação da Fase 1 ocorreu um êxodo de criminosos para outros bairros, cidades e até para outros estados. Foi visível o aumento da violência e da criminalidade em todo o Brasil, mas principalmente no Rio de Janeiro. Com a cumplicidade da mídia, especialmente do sistema Globo, os fatos ruins são minimizados cedendo lugar a vários mitos acerca das UPPs. Talvez o maior deles seja a crença irracional de que todo o Rio de Janeiro será “ pacificado ”. É impossível porque não há efetivo policial suficiente.

Complexo do Alemão: Zona de Exceção

O maior exemplo é o Complexo do Alemão que foi tomado e está sob controle das Forças Armadas, caracterizando uma intervenção federal no Rio mas que a imprensa suavemente chama de “ parceria ”. Por não fazer parte da Zona de Segurança a única preocupação do governo é que não ocorram confrontos. O prazo de permanência das Forças Armadas vem sendo prolongado para evitar o pior, porém quanto maior a permanência, maior será o desgaste das Forças perante a população e a opinião pública. Durante anos os moradores dessas áreas acostumaram-se com com a ilegalidade e a ausência do poder público. Não será feita uma pesquisa de satisfação do morador mas certamente há muitos saudosistas do domínio do poder paralelo. Os parentes dos criminosos são os primeiros, por motivos óbvios, mas grande parte do comércio, em especial os bares, sofrem com a súbita queda no movimento. O dinheiro trazido por aquele enorme fluxo de pessoas que circulavam pelas favelas do Complexo em busca de diversão deixou de circular. Ao contrário da maioria das favelas ocupadas pela polícia, no Complexo do Alemão não há nada interessante para as pessoas de fora com a chegada da lei e da ordem. A tendência é a desvalorização e o empobrecimento daquela região. Você assistirá na TV as obras de maquiagem e os projetos sociais do governo na parte externa com a participação de artistas enquanto os moradores continuarão incertos quanto ao futuro. Se por um lado existe o medo da volta do crime fortemente armado e seus viciados zumbis nas ruas, a “ pacificação ” trouxe uma série de restrições e imposições para quem vivia fora do sistema. A regularização dos serviços públicos e privados é um impacto na renda do morador da favela que juntamente com a imposição de horários e limites ao volume de som é uma mudança muito radical na rotina para muitos, sobretudo os jovens habituados aos bailes funk sem regras. É lógico que muita gente ficará feliz com um pouco de tranquilidade, mas com o aumento dos conflitos entre militares e moradores insatisfeitos virá o despertar para a dura realidade: estão vivendo em uma zona militar.

Tecnologias Big Brother

Com o controle territorial assegurado é hora de implementar mecanismos mais avançados de controle. Observe as medidas tomadas pelos governos nas áreas ocupadas. Detector de tiros instalados nas ruas, corredores exclusivos de ônibus, fechamento de ruas, utilização de armamento “ não-letal ”, medidores de energia “ inteligentes ”, cartões de passagem, internet sem fio grátis. Tudo isso aparentemente é para facilitar a vida do cidadão mas está sendo imposto em uma parte da cidade enquanto que as regiões fora da zona de segurança convivem com o abandono do poder público, ficando no meio do fogo cruzado entre as facções, polícias e grupos paramilitares. O reordenamento urbano, uma obsessão dos últimos prefeitos, faz parte do plano para diminuir o fluxo de pessoas e carros nas ruas. A pergunta que faço a todos é a seguinte: Até onde irá a Zona de Segurança?