(Um Homem) À Procura da Felicidade

Rorschachbr

PlanetaPrisão

Sexta-Feira, 9 de Março de 2012

Este excelente filme estrelado por Will Smith e seu filho foi reprisado ontem a tarde. Até aí nada demais. O que me chamou a atenção é que a data de ontem é usada para homenagear as mulheres, e o filme não se encaixa nesse padrão. Na verdade, apesar de ser um drama, é um filme para homens. Ele é baseado na história real do determinado Chris Gardner, que foi abandonado pela esposa mas não abandonou o filho. Já deu para entender porque achei estranha a exibição desse filme na data de ontem?

O filme alterna-se entre a dura luta de Chris para conseguir vencer e sobreviver ao mesmo tempo. Ele é violentamente oprimido pelo sistema: multas de trânsito e impostos levam suas últimas economias e ele passa a dormir em abrigos com seu filho. Na cena de maior impacto emocional eles passam uma noite no banheiro do metrô. Concorrendo com 19 pessoas a uma única vaga ele não desiste em nenhum momento apesar de suas chances serem menores. Ele simplesmente sabe que tem que ser o melhor para entrar, não perde tempo lamentando as dificuldades, ele as transforma em oportunidades, como quando consegue ser “convidado” por um cliente para o camarote de um jogo de futebol americano levando junto , é claro, seu inseparável filho. Outro momento marcante é quando diz para o filho nunca deixar ninguém, nem mesmo ele, dizer que do que ele é ou não é capaz de fazer. O filme é a cara do sonho americano, a vitória de uma pessoa trabalhadora e honesta , independente de sua origem. No final o sem-teto abriu sua própria empresa e virou um milionário. Nos Estados Unidos histórias como essa são mais comuns do que nos outros países. Como o próprio Gardner reconhece, há histórias de pessoas que superaram mais dificuldades do que ele.

Mas o que me motivou a escrever sobre o filme foi o simbolismo totalmente contrário a mais uma data fabricada e supervalorizada pela mídia. Ele foi exibido pela Rede Globo, que é um grupo de mídia que tem por comportamento padrão desqualificar o homem como chefe da família através de sua programação, principalmente na teledramaturgia onde tipos caricatos e fracos são maioria  entre os personagens masculinos. E também explora o lado “coitadinho” do povo, buscando sempre histórias de pessoas sofridas para usar em seus programas populares, onde geralmente as pessoas são presenteadas com algo. Há também bonitas histórias dessas pessoas, mas geralmente financeiramente ninguém está bem. O filme mostra um herói que venceu pelos seus próprios méritos sem a ajuda do sistema. Um negro sem-teto, criando sozinho um filho pequeno, que passou uma noite na cadeia até compensar o cheque das multas, que teve seu dinheiro no banco levado pelo governo, que não abandonou a fé no Deus da Bíblia, vencendo no sistema capitalista não me parece o modelo para o brasileiro. Outro detalhe do filme é que não há personagem feminino que ajude o protagonista, que é um exemplo como pai. E como homem.

Gardner, Jaden e Will Smith

Em um país que o povo sonha em fazer parte do sistema de qualquer forma, as pessoas gostam de ficar implorando por ajuda do governo, um benefício qualquer, como um escravo obediente, satisfeito com as migalhas. Um país com muitos filhos abandonados pelo pai pode não identificar-se com Chris Gardner, que nunca abandonou o seu. Quem sabe se Chris tivesse nascido aqui, não tentariam convencê-lo a entrar em algum programa social e não tentar ficar rico para não perder a “ajudinha do governo”? Um país que elege uma marionete do sistema rotulada artificialmente como “mãe” poderá enxergar em Gardner um modelo a ser seguido? Ele lembrou da constituição de seu país e do trecho sobre a busca da felicidade. E foi o que ele fez. Mas em nosso país a ideia é que o governo   nos garanta a felicidade. De preferência sem que precisemos trabalhar por ela. E com milhões vivendo às custas do sistema, a outra parte tem que trabalhar cada vez mais para manter a super-máquina de benefícios do bondoso governo, como uma mãe que faz todas as vontades de seu filho. Até quando ele vira adulto e descobre que o mundo não é tão fácil como a mamãe tinha feito ele acreditar. Mas aí já é tarde, ele já está mal acostumado. Não teve um pai como Chris Gardner para ensiná-lo a comportar-se como homem. Essa é uma grande verdade em nossa nação. Existem muitos “filhinhos da mamãe”. Acabamos nas mãos de uma sinistra madrasta, que tem por obsessão ir contra tudo o que represente a cultura masculina, auxiliada por um exército de mulheres mal-amadas e frustradas cujo objetivo é criar na sociedade um pensamento de responsabilizar o homem  por todos os problemas das mulheres. E oferecendo como alternativa aquela velha “ajudinha” na forma do bolsa qualquer coisa.

Sejamos como Chris Gardner, não abandonemos nossos filhos e vençamos através de nossos méritos, com a indispensável ajuda de Deus, que através do apóstolo Paulo deixou escrito em 2 Tessalonissences 3:10 : se alguém não quiser trabalhar, que também não coma.

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