Câmeras Embutidas em Manequins Espionam Compradores

11/02/2013

Manequins ultra tecnológicos gravam conversas

http://www.prisonplanet.com/cameras-inside-mannequins-spying-on-shoppers.html

Paul Joseph Watson
Prison Planet.com
21 de Novembro de 2012

Justamente quando você pensou que era impossível a vigilância ficar mais assustadora, uma empresa anunciou ter criado manequins com câmeras embutidas capazes de espionar os consumidores e gravar suas conversas – e que já foram implantadas em várias lojas famosas por todo o mundo.

Obs: Como não consegui incluir o vídeo do site Bloomberg no post, substitui por um do youtube tratando do mesmo assunto.

O manequim EyeSee, desenvolvido pela empresa italiana Almax, conta com a tecnologia usada para identificar criminosos nos aeroportos, que utiliza um software de reconhecimento facial para identificar a raça, idade e o sexo do comprador enviando a informação para um banco de dados central. A câmera está embutida no olho do manequim.

A empresa recusou-se a divulgar quais varejistas estavam usando os manequins, mas confirmaram que eles já estavam sendo usados em três países europeus e nos Estados Unidos. O CEO Max Catanese acrescentou que cinco importantes varejistas de moda de luxo já tinham implementado “algumas dúzias” de manequins, encomendando muitos outros.

A empresa planeja atualizar a tecnologia dentro dos manequins de $5.000 dólares para capacitá-los a escutar a conversa dos compradores enquanto caminham pela loja.

Os dispositivos de vigilância são supostamente usados para montar um perfil do tipo de compradores que entram na loja, quando e o quê estão procurando. No entanto, defensores da privacidade mostraram-se preocupados de que a tecnologia seja apenas mais um exemplo do setor comercial recorrendo ao Big Brother em uma tentativa de aumentar os lucros.

“Ter câmeras escondidas em um manequim é nada menos que assustador. O uso de tecnologias de vigilância disfarçada por lojas, para proporcionar um atendimento personalizado parece ser totalmente desproporcional,” disse Emma Carr, vice-diretora da campanha pelos direitos civis do grupo Big Brother Watch.

“O fato das câmeras estarem ocultas indica que as lojas tem plena consciência de que muitos clientes desaprovariam esse tipo de monitoramento,” acrescentou.

O advogado Cristopher Mesnooh salientou também que, uma vez que não há advertência de que os consumidores estão sendo gravados, os manequins espiões poderiam representar uma violação das leis de privacidade.

“ Se você for ao Facebook, antes de iniciar o cadastro, você pode verificar exatamente quais informações ele vão coletar e o que vão fazer com elas, ” disse Menoosh à Bloomberg. “ Se você estiver andando em uma loja, onde está a escolha? ”

O que vem a seguir ? A DARPA vai animar os manequins e transformá-los em agentes de segurança que ganham vida para prender ladrões ?

Fazer compras está virando a linha de frente da vigilância invasiva moderna de inúmeras maneiras diferentes, de etiquetas RFID em roupas aos scanners de corpo despido como nos aeroportos que ajudam compradores decidirem se as roupas cabem – assim como disparam ondas de rádio em sua pele que especialistas em saúde tem advertido que podem danificar o DNA humano.

No ínicio do ano, a Redpepper, uma empresa sediada em Nashville, anunciou ter criado uma aplicação para o Facebook que funciona com câmeras de reconhecimento facial para identificar clientes assim que eles entram em bares e lojas, e então fornece cupons de desconto para seus telefones celulares.

Apesar da empresa por trás dos manequins espiões alegar que a tecnologia é “cega” e não será usada para identificação de pessoas, apesar da mesma tecnologia  já estar sendo utilizada para identificar pessoas nos aeroportos, a que distância estamos do assustador cenário descrito nas cenas de Minority Report mostradas abaixo ?

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Paul Joseph Watson é o editor e redator do PrisonPlanet.com. Ele é o autor de Order Out Of Chaos. Watson também é um apresentador ocasional do Alex Jones Show.


Não Haverá Carnaval !

08/02/2013

Post de 2 anos atrás, embora permaneça atual.

Rorschachbr

03 de Fevereiro de 2011

– Não haverá Carnaval este ano – afirma a repórter no telejornal.

– Hein? Será que pegou fogo de novo? Ou essa repórter andou fumando? – Pensei logo.

– A onda de protestos se espalhou por toda a cidade.

– Protestos? Ela deve estar falando da Líbia, eu que entendi errado.

– É inacreditável. Milhares de pessoas nas ruas em pleno sábado de Carnaval mas não para comemorar, e sim protestando contra os governos estadual e municipal. Médicos, professores, bombeiros, bancários, rodoviários, e outros unidos mas sem os sindicatos.

Então num misto de perplexidade e êxtase fico sabendo do movimento iniciado na internet, por enquanto livre de controle, convocando as pessoas a uma mobilização sem precedentes. Com o slogan “ O que vamos comemorar? ” foi disseminado com grande ajuda das redes sociais um manifesto convocando as pessoas insatisfeitas com as atitudes dos governantes a renunciarem as comemorações este ano. Lembrando as muitas vítimas da tragédia na Região Serrana este ano, da qual nada mais se fala, e também do Morro do Bumba e de Angra dos Reis no ano passado, vários cidadãos anônimos questionaram a população se seria justo participar de um evento no qual são gastos dinheiro dos impostos pagos pelo contribuinte enquanto que serviços essenciais como hospitais, escolas, saneamento, etc… são péssimos. A velha desculpa de gerar renda para o trabalhador é ridícula, pois quem lucra mais é o próprio governo com sua máquina de fabricar multas, até para quem urinar nas ruas. Foi lembrado a gastança do Pan-Americano de 2007 e que não refletiu em nenhum benefício real para a população, a faraônica Cidade da Música, o recente show do cantor Roberto Carlos, entre outros escandalosos assaltos aos cofres públicos. Chegou-se a conclusão de que era hora de mostrar que o carioca não poderia ignorar a precária situação da cidade pois assim os governantes apareceriam bem na mídia, como sempre fazem nessa época, e nada mudaria de verdade. Foi estabelecido que deveria ser um protesto em que os serviços essenciais não deixariam de funcionar e as pessoas deveriam sair às ruas no máximo com cartazes e faixas, evitando o consumo de bebida alcólica para não ocorrer qualquer tipo de confusão. Que todos lembrassem das vítimas diárias do descaso das autoridades e rezassem por elas e seus familiares. Que não comprassem jornais nem assistissem televisão nestes dias. Que não ouvissem as músicas de seus artistas populares, uma cambada de puxa-sacos do governo com raras exceções. Que visitassem hospitais, presídios, orfanatos ou mesmo parentes. Enfim, que ignorassem completamente o clima de festa criado pelas autoridades com a cumplicidade da grande mídia para iludir o povo mantendo-o na passividade e resignação, que tanto interessa aos governantes. Pura Utopia. No Rio de Janeiro então…

É engraçado ver a cara da repórter. Milhares de pessoas nas ruas. Nenhuma confusão. Não há como fazer o drama que ela está acostumada. Não há como culpar ninguém. Não foi difícil convencer os integrantes das escolas de samba. Afinal a maioria mora em favelas. Sabem que não existem para as autoridades. É claro que houve quem não aceitasse. O trabalho de um ano inteiro, disseram alguns. Tudo bem, ninguém foi forçado a nada. Na verdade foram constrangidos pelos seus próprios companheiros.

Como desfilar com pouquíssimos componentes? Desistiram. A televisão ainda tentou entrevistar as pessoas, na esperança de conseguir um depoimento emocionado de alguém lamentando a festa que não vai mais acontecer. O tiro saiu pela culatra. A felicidade era visível no rosto das pessoas:

– Não acho justo gastar esse montão de dinheiro, ainda tem muita gente desabrigada pelas chuvas.

– Acho que seria melhor investir na educação, não vamos esquecer que o Rio está em penúltimo.

– Se as pessoas não beberem não teremos tantas confusões como sempre acontece.

– É chegada a hora do Rio acordar, temos outras prioridades.

Na Zona Sul ainda houve algumas tentativas de alguns blocos de rua sairem, mas apenas os gringos estavam animados, e muitos músicos não compareceram. No resto da cidade o clima era de confraternização. A polícia não estava tendo nenhum trabalho, não havia confusão. Nunca senti uma vontade tão grande de ir para a rua. Normalmente nessa época prefiro ficar em casa para evitar os tumultos, mas eu estava emocionado, com lágrimas nos olhos. O povo acordou, os corruptos devem estar tremendo de medo.

– Amor !!

Sim, o amor de verdade estava nas ruas, não aquela falsa e temporária felicidade do carnaval.

– Amor !!

Sim, esse amor me fez voltar a ter esperança de que é possível o Rio de Janeiro dar a volta por cima.

– Amor, Acorda !!  Você passou da hora!!

Levantei no susto e percebi que era minha esposa gritando comigo.

– Mas, cadê o povo que estava nas ruas?

– Hoje ainda é sexta amor, o carnaval só começa pra valer amanhã. Por que você está chorando? Estava sonhando com algo ruim?

– Na verdade eu estava sonhando com algo muito bom. Muito bom para ser verdade…